INTRODUÇÃO A ALGUNS CONCEITOS MARXISTAS



 

Esta Introdução a conceitos marxistas visa despertar o interesse para a necessidade de um aprofundamento maior da teoria marxista e como o método adotado por Marx permite uma melhor leitura e entendimento da realidade concreta.

 

I - O QUE É FILOSOFIA

Filosofia vem do grego filo + sofia = amigo da sabedoria. Com o surgimento do logos (razão) na Grécia antiga, e com o concomitante surgimento do pensamento filosófico o pensamento mitológico foi sendo superado e os filósofos passaram a dar uma explicação racional do mundo. No entanto, por força das tradições do pensamento mitológico imperante durante milênios e que formava o único corpo de idéias possível àquela época, os filósofos gregos se autodenominavam amigos do saber e não sábios, por acreditarem que a fonte da sabedoria e da origem de todas as coisas se encontrava fora do mundo da razão, na Idéia ou Espírito transcendente, cujos dons divinatórios eram inquestionáveis. Esta concepção idealista do mundo, entretanto, não impediu que pensadores da grandeza de Platão e Aristóteles apresentassem propostas políticas bastante avançadas para aquele momento histórico como o conceito de Republica, Democracia, Cidadania, etc, e se dedicassem a especulações filosóficas que revolucionaram o próprio conhecimento da época. Mas as limitações impostas pela concepção idealista de mundo - expressão do grau de desenvolvimento material - aplicadas à política faziam com que esses filósofos defendessem a escravidão e afirmassem que cidadãos eram apenas a aristocracia grega.
Nesse mesmo contexto, no entanto, alguns pensadores gregos como Heráclito, Anaximandro, Anaxímenes, Epicuro, Demócrito, procuraram dar uma explicação do mundo a partir de pressupostos materialistas, pensamento esse diametralmente antagônico ao pensamento idealista.
O objeto da Filosofia tem se modificado ao longo do tempo. Antes do aparecimento do marxismo, a Filosofia era considerada como a "ciência das ciências", que englobava todo o saber humano e substituía todas as outras ciências. Isso era conseqüência do pouco desenvolvimento do conhecimento concreto da natureza e da sociedade, bem como da insuficiente diferenciação da ciência. O progresso do conhecimento e o aparecimento do marxismo criaram a possibilidade de uma outra formulação filosófica sobre a concepção do mundo e a relação entre o ser e a consciência -- questão fundamental da filosofia. De acordo com o modo como se resolve esta questão, as correntes filosóficas se dividem em dois grandes ramos: Idealismo e Materialismo.

l. Idealismo - Corrente filosófica anticientífica e com viés metafísico que resolve o problema fundamental da relação entre o ser e o pensar fazendo da consciência do espírito, o dado primário, original. 0 Idealismo considera o mundo como encarnação da consciência, da "Idéia Absoluta", do "Espírito Universal". Somente a consciência teria existência real e o mundo material, o ser, a natureza, seriam apenas reflexo da Idéia, das sensações, das representações, dos conceitos. 0 Idealismo está, de modo geral, estreitamente ligado à religião e leva, de uma ou de outra forma, à pressuposição de um Criador, portanto, da relação Criador-Criatura. 0 Idealismo tem como uma de suas bases o Agnosticismo.

 

1.1. Agnosticismo - Teoria idealista que afirma que o mundo não pode ser conhecido pela razão humana, já que esta é limitada e incapaz de conhecer qualquer coisa além das sensações. 0s filósofos que negam a possibilidade de conhecer o mundo são chamados de agnósticos. Para eles o homem pode conhecer apenas as propriedades de uma coisa, os seus fenômenos e não a coisa em si. A razão humana, a mente, para eles, só é capaz de perceber o que ela própria contém, ou seja, os reflexos dos fenômenos.

2. Materialismo - Corrente filosófica que resolve cientificamente o problema fundamental da Filosofia, o da relação entre o ser e o pensar. Contrariamente ao Idealismo, o Materialismo considera a matéria como o dado primário, original, e a consciência, o pensamento, como o reflexo da relação do ser com mundo. Ao colocar na base do mundo diversos elementos materiais, os filósofos o consideram como um todo unido, com um processo de mudanças e transformações permanentes, sendo que muitos desses filósofos chegaram a vislumbrar a função do átomo na organização da matéria.

2.1. Matéria - Na filosofia marxista, o conceito de matéria é empregado no sentido mais amplo para designar tudo o que existe objetivamente, isto é, independentemente da consciência, e que se reflete nas sensações humanas. "A matéria é a realidade objetiva, que nos é dada nas sensações" (Lênin).

O impasse entre Idealismo e Materialismo perpassou a História, e mesmo hoje grande parte dos pensadores continua dando uma explicação idealista do mundo e da sociedade, na medida em que colocam a natureza e o homem, inserido nela, como criação de um ser transcendente e eterno, que desde sempre e para sempre determina o papel que os indivíduos devem representar no mundo. Esta concepção admite que a ação dos homens na sociedade é predeterminada, que sua consciência é igualmente dada e transcendente e que, portanto, seja qual for a posição que ele ocupe na sociedade, isso deve ser aceito com conformidade, pois não cabe a ele se insurgir contra uma forma de organização que reflete uma vontade superior. Essa dicotomia: ser criado-criador afasta, liminarmente, a possibilidade de que se possa transformar radicalmente a sociedade, já que esta é apenas a representação da vontade transcendente.

No século XIX surge outro pensador - Hegel - que reconstrói o edifício da Filosofia. Ele foi o maior filósofo idealista depois de Aristóteles, e também ele acreditava no Espírito Universal como causa primária de todas as coisas, sendo a natureza algo secundário e apenas um reflexo do Espírito, o "Espírito Absoluto".

O Espírito Universal hegeliano não é senão um conceito abstrato, elevado à categoria de absoluto e que Hegel apresenta como essência isolada e independente, que constitui a base dos fenômenos da natureza e da sociedade. E para Hegel não é o pensamento que é um reflexo da natureza, do mundo; mas o contrário, a natureza, em seu conjunto, é que é uma manifestação do pensamento, pensamento esse que Hegel concebe coma uma essência sobre-humana e transcendente.

Hegel afirma a existência da dialética, ou seja, do movimento e do desenvolvimento, mas os coloca apenas no Espírito, na Idéia, que ao se bipartir nas várias representações do real não comunica a este as mesmas propriedades - dai o mundo e o homem serem imperfeitos. Ele destaca as categorias dialéticas da tese e da antítese, onde existem contradição e negação do velho pelo novo, mas essas contradições se conciliam na síntese, que se dá no espírito Absoluto. Como a realidade nada mais é do que o reflexo do espírito, onde todas as contradições se resolvem, ele atribui ao Estado o papel, também, do grande conciliador, pois "a vontade universal não cria forma mais adequada à sua natureza a não ser no direito e no Estado". Este último é portanto, para Hegel, a realidade concreta da vontade universal e abrange todas, as formas particulares, ou seja, abstratas, de sua própria manifestação. Como, pois, o movimento só existo no espírito, a dialética nada mais faz do que se refletir e aparecer confusamente no mundo.

Surge, contemporaneamente a Hegel, outro filósofo - Feuerbach -, que centra sua critica na teologia, no dogma cristão da imortalidade da alma e defende conceitos novos, como os da mortalidade do gênero humano, da razão universal e da consciência genérica. Demonstra que o mundo é material, e que a natureza preexiste à consciência e ao surgimento da Filosofia. A natureza, para ele, não foi criada, é causa de si mesma e o fundamento de sua existência reside nela própria. "A natureza é corpórea, material, sensível", afirmou.

Reconhece, assim, que a natureza tem leis objetivas, causalidade objetiva, e que há uma realidade objetiva no mundo exterior, dos objetos, dos corpos, das coisas, refletidos por nossa consciência (pensamento). Mas mesmo Feuerbach viu apenas a influência da natureza sobre o homem, mas não sua contrapartida, a influência do homem sobre a natureza e sua capacidade de transformá-la, ao estabelecer a relação dialética Homem-Natureza-Homem.

Nos meados do séc. XX surge um outro pensador que vai criticar e reformular todas as teorias até então existentes, começando pela Filosofia: Karl Marx. Coube a Marx elaborar as leis do Materialismo filosófico, dando-lhe um cunho cientifico sobre as bases do método dialético, contraponde-se a Hegel e criticando suas concepções idealistas, e afirmando que a dialética existe não só na natureza mas também na sociedade, possuindo ambas leis próprias de desenvolv1mento.

Essas leis mostram a inter-relação estreita existente entre todas as coisas, natureza-homem, homem-natureza, pois os homens não se limitam a contemplar o mundo em que vivem, como sempre pensaram os idealistas, mas o transformam permanentemente e concomitantemente sofrem os efeitos dessas transformações.

Marx elabora, então, toda uma nova concepção do mundo, a partir do princípio de que a matéria em perpétuo movimento, com leis próprias que se fazem sentir na natureza e na sociedade, é que é o princípio de todas as coisas. Portanto, a sociedade e o Estado, suas leis e suas normas nada mais são do que criação do homem. Desta forma, Marx reconstrói o edifício da Filosofia e elabora um novo método para melhor entender os fenômenos que ocorrem na natureza e na sociedade - o método do Materialismo Dialético.

2.2 - Método - Instrumento de análise, maneira de abordar a realidade, de estudar os fenômenos da natureza e da sociedade. A concepção marxista de método difere, fundamentalmente, da concepção idealista. Para os idealistas, o método é um conjunto de regras, estabelecidas arbitrariamente pelo espírito humano, para aferir o conhecimento. Para eles o método é considerado como uma categoria puramente subjetiva. Para os marxistas, o método só é correto quando reflete as leis objetivas da própria realidade. Somente o conhecimento dessas leis permite estudar cientificamente os fenômenos da natureza e da sociedade. 0 método deve ser não um conjunto de regras criadas aleatoriamente pelo espírito humano, mas a ciência das leis mais gerais da natureza, da sociedade e do pensamento.
0 método pode ser metafísico ou dialético.

2.2.1 - Metafísico - Método anticientífico de abordar os fenômenos da natureza e da realidade, e de estudá-los isoladamente entre si e de considerá-los invariáveis. Esse método considera separadamente os objetos sem levar em conta suas mudanças, seu devir. 0 metafísico crê que os objetos e suas imagens no pensamento, em forma de conceitos, são objetos de investigação isolados, fixos, imóveis, enfocados, um atrás do outro, como algo dado e perene.

2.2.2 - Dialético - Único método cientifico de conhecimento, é a ciência das leis mais gerais do desenvolvimento da natureza, da sociedade e do pensamento, e leva em conta o processo permanente de mudanças, de perene transformação de todas as coisas, do eterno vi a ser. É parte integrante da filosofia marxista e se constitui num guia para a ação revolucionária do partido proletário. Contrapõe-se a toda metafísica e, ainda, ao método dialético idealista de Hegel. Para o método do Materialismo Dialético a base do desenvolvimento do mundo é objetiva e real, a natureza é material, enquanto que a consciência e as idéias são reflexos do mundo. A oposição entre o método dialético marxista e o método idealista hegeliano expressa a oposição entre as concepções do mundo da burguesia e da classe operária. "Não é a consciência que determina o ser, mas o ser que determina a consciência" (Marx, Contribuição à Crítica da Economia Política).

As leis da dialética são:

2.2.2.1. Unidade e Luta dos Contrários - É uma das leis da dialética e aborda o desenvolvimento da natureza, da sociedade e de pensamento. Segundo Lênin, a lei da unidade e da luta dos contrários - fonte de todo desenvolvimento - é o núcleo, a essência do método dialético. Esta lei afirma que a matéria é o principio de todas as coisas e que ela se encontra em perpétuo movimento, gerado por suas contradições internas, por força da atração e repulsão dos opostos ou contrários, que se chocam e se renovam num eterno vir-a-ser. A divisão do todo em contrários e a sua mútua contraposição ou luta constitui numa lei universal e fundamental da dialética.

2.2.2.2. Transformação da quantidade em qualidade - Além da qualidade cada coisa possui também um aspecto quantitativo que se caracteriza por índices quantitativos, dentro dos quais a sua qualidade tem existência. Assim como não se deve separar o aspecto qualitativo do quantitativo, tampouco deve-se considerar as mudanças quantitativas separadamente das mudanças qualitativas, como o fazem os metafísicos para os quais o desenvolvimento é uma. simples evolução quantitativa. Na luta dos contrários, no entrechoque permanente, o velho dá lugar ao novo, com mudanças graduais de quantidade que ao atingirem certa medida, provocam uma mudança de qualidade - salto qualitativo.

2.2.2.3. Negação da Negação - Na dialética marxista compreende-se como negação a substituição, regida por leis, que se verifica no processo do desenvolvimento, da velha qualidade pela nova qualidade, surgida da velha. Quando há um salto qualitativo o novo nega o velho que, ao envelhecer, é também negado pelo outro novo que lhe sucede, proporcionando mudanças e desenvolvimento ininterruptos, mais lentos às vezes, mais rápidos, outras, mas sempre numa espiral ascendente.

O método dialético marxista e o materialismo filosófico marxista são partes integrantes do Materialismo Dialético. A dialética oferece um método cientifico seguro de conhecimento que permite abordar, de maneira correta e abrangente os mais variados fenômenos, e ainda descobrir as leis objetivas mais gerais que regem a sua evolução. Ele ensina que para estudar os processos da natureza e da sociedade é preciso considerá-los em sua conexão, em seu condicionamento recíproco, em seu movimento e transformação.

 

II - COMUNISMO CIENTÍFICO

Comunismo Científico é o sistema das idéias e da doutrina de Marx e Engels, que foi desenvolvido por Lênin, e que se baseia nas leis do Materialismo Dialético e do Materialismo Histórico. O Comunismo Cientifico não se assenta nem nos valores nem nos bons sentimentos, mas na análise das situações e no conhecimento das leis econômicas da sociedade. Tem em vista estabelecer uma organização econômico-social que permita o controle do homem sobre a natureza e um perfeito entendimento da sociedade. É o resultado dos estudos profundos de Marx e Engels e tem como parte constitutiva três fontes principais:

   1.

      A Filosofia Clássica Alemã
      b. O Socialismo Utópico Francês
      c. A Economia Clássica Inglesa

3.0  0 Materialismo Dialético permite à classe operária emancipar-se da escravidão espiritual em que vegetam as classes oprimidas, pois mostra uma nova visão do mundo, que leva à libertação do homem. Buscando compreender cada vez melhor a sociedade de seu tempo, Marx estendeu os princípios do Materialismo Dialético ao estudo da vida social aplicando esses princípios aos fenômenos sociais, criando, assim, uma nova disciplina - o Materialismo Histórico.

3.1.  Materialismo Histórico - Também denominado concepção materialista da História. É a ciência das leis mais gerais da evolução social pela aplicação desse método aos fenômenos sociais. Revela que, em primeiro lugar, os homens precisam comer, beber, vestir-se, abrigar-se, etc., ou seja, reproduzir suas condições materiais de vida. Encontra, portanto, a correspondente fase econômica de desenvolvimento dos povos e de uma época, a partir do que se desenvolvem as instituições políticas, as concepções jurídicas, as idéias artísticas e, inclusive, as idéias religiosas. Descobre, pois, nas várias etapas históricas, os Modos de Produção.

 

3.1.1  Modo de Produção - Modo de se conseguir os meios de vida materiais, necessários para a sobrevivência dos homens e o desenvolvimento da sociedade. Historicamente, cada modo de produção representa a unidade das forças produtivas e das relações sociais de produção, o que pode ser visto numa dada Formação Histórica. Os Modos de Produção sucedem-se ao longo da História, desde o Tribal, passando pelo Escravista, o Feudal, chegando ao Capitalista, que, no seu desenvolvimento e esgotamento dará lugar ao Modo de Produção Socialista.

 

3.1.2. Forças Produtivas - Expressam a posição do homem com relação às coisas e às forças da natureza utilizadas para a criação dos bens materiais. A situação das forças produtivas indica com que instrumentos de trabalho os homens estão produzindo os bens materiais e expressa o comportamento da sociedade para com as forças da natureza. O desenvolvimento das forças produtivas e dos instrumentos de trabalho constitui a base da evolução do modo de produção dos bens materiais.

 

3.1.3. Relações de Produção - Indicam a quem pertencem os meios de produção e expressam as relações que os homens travam entre si no processo de trabalho. Todo o sistema da vida social, assim como a infra-estrutura da sociedade são determinados pelo caráter das relações sociais de produção, que influenciam o desenvolvimento das forças produtivas. Das relações de produção dependem as leis econômicas de cada modo de produção, as condições de vida e de trabalho dos trabalhadores e outros fatores que influem sobre o desenvolvimento das forças produtivas.

O Modo de Produção constitui a base do regime social e determina o seu caráter, inclusive a forma de organização da sociedade. A história do desenvolvimento da sociedade é a história do desenvolvimento da produção, que se diferencia em várias etapas históricas. A base econômica (infra-estrutura econômica) determina, em última instância, a superestrutura jurídico-política e ideológica.

 

3.1.4. Relação entre Base e Superestrutura - A base é o conjunto das relações de produção que correspondem a um período determinado do desenvolvimento das forças produtivas. A superestrutura é constituída pelas instituições jurídicas e políticas e por determinadas formas de consciência social (ideologia).

0 marxismo atribui grande importância à relação da infra-estrutura com a superestrutura. Quando se tem uma noção justa dessa relação recíproca e dos vínculos que as unem à produção e às forças produtivas, é possível descobrir as leis objetivas do desenvolvimento social e superar o subjetivismo no estudo da história e da sociedade.
O método do Materialismo Histórico permite ver com clareza a questão do Estado, até então escamoteado por todos os pensadores que antecederam a Marx.

 

4 - Estado - Organização política da classe economicamente dominante, que tem por fim salvaguardar o regime econômico existente e reprimir a resistência das outras classes. "O Estado é uma máquina destinada a manter a dominação de uma classe sobre outra" (Lênin, Obras).

Como parte principal da superestrutura, o Estado, da mesma forma que toda a superestrutura, tende a preservar e a fortalecer o sistema econômico que o criou. O Estado é o resultado da luta de classes, e surge quando surge a primeira divisão histórica em classes sociais. Os burgueses apresentam o Estado como algo que paira acima das classes e que existiu desde sempre, como uma necessidade insuperável. O marxismo-leninismo rejeita esta idéia anticientifica e demonstra, de forma cabal, que nas sociedades primitivas, sem classes, não havia Estado e que ele desaparecerá na etapa comunista futuro.

 

4.1. Classes Sociais - "As classes são grandes grupos de homens que se diferenciam entre si pelo lugar que ocupam em um sistema de produção social... pelas. Relações em que se encontram com respeito aos meios de produção... pelo papel que desempenham na organização social do trabalho e, conseqüentemente, pelo modo e a proporção em que recebem a parte da riqueza social..." (Lênin, Obras Escolhidas). 0 marxismo mostrou que as classes só existem em períodos históricos determinados do desenvolvimento da sociedade. O aparecimento das classes deve-se à aparição e ao desenvolvimento da divisão social do trabalho, à aparição da propriedade privada dos meios de produção. De acordo com o grau de seu desenvolvimento político as classes podem ser "classe em si" e "classe para si". A existência de classes num determinado período histórico pressupõe a luta de classes.

4.2. Luta de Classes - Luta entre exploradores e explorados, é que constitui a principal força motriz do desenvolvimento de todas as formações econômico-sociais divididas em classes antagônicas. Marx e Engels foram os sistematizadores da teoria cientifica conseqüente da luta de classes aplicando, no terreno social, a lei dialética do desenvolvimento através da luta dos contrários.


4.3 - Estado Socialista - Estado de novo tipo, criado pela primeira vez pela classe operária russa para substituir a máquina do Estado burguês destroçada pela Revolução Bolchevique do proletariado russo. 0 Estado socialista é um "Estado democrático, de uma maneira nova (para os proletários e esbulhados em geral), e ditatorial, de uma maneira nova (contra a burguesia)". (Lênin, Obras). Por sua natureza, o Estado socialista é a ditadura do proletariado.

 

4.3.1. Ditadura do Proletariado - Poder estatal do proletariado, que se estabelece como resultado da revolução socialista para assegurar a transição do capitalismo ao socialismo; direção estatal da sociedade pela classe operária, que é a classe mais avançada e capaz de fazer a Revolução.
No entanto, para que o proletariado faça a revolução e a mantenha, faz-se necessário um instrumento de ação revolucionária, que é o partido político.

5. Partido Político - Marx insistiu sempre na necessidade da ação, da prática consciente e organizada. Teoria e prática constituem a práxis revolucionária, e nisso o partido político desempenha papel fundamental. Mas se é certo que a vontade de Marx "em organizar o proletariado em classe e, portanto, em partido político" deu imensa contribuição ao desenvolvimento histórico, é claro e inequívoco que foi sobretudo Lênin quem fez do Partido Comunista um partido fortemente organizado. O Partido Comunista deve ser, portanto, o condutor e orientador dos anseios das massas, sua vanguarda e deve dirigi-las até à luta revolucionária, nas condições específicas da realidade objetiva.

6. Revolução - Mudança radical na vida da sociedade que conduz à derrota do regime social explorador e ao estabelecimento de um novo regime progressista e sem exploração e transfere o poder das mãos de uma classe (reacionária) às mãos de outra classe (progressista). A Revolução é a forma superior da luta de classes, embora nem toda derrota violenta de uma classe por outra possa ser chamada de revolução. Este conceito só é válido para a chegada ao poder de uma classe avançada, que abre caminho ao desenvolvimento progressista da sociedade. 0 caráter da revolução é determinado de acordo com as contradições existentes, com as tarefas sociais que deve realizar, com a classe que está à testa da Revolução.

MATERIALISMO DIALÉTICO

 

Baseado em Demócrito e Epicuro sobre o materialismo e em Heráclito sobre a dialética (do grego, dois lógos, duas opiniões divergentes), Marx defende o materialismo dialético, tentando superar o pensamento de Hegel e Feuerbach.

A dialética hegeliana era a dialética do idealismo (doutrina filosófica que nega a realidade individual das coisas distintas do "eu" e só lhes admite a idéia), e a dialética do materialismo é posição filosófica que considera a matéria como a única realidade e que nega a existência da alma, de outra vida e de Deus. Ambas sustentam que realidade e pensamento são a mesma coisa: as leis do pensamento são as leis da realidade. A realidade é contraditória, mas a contradição supera-se na síntese que é a "verdade" dos momentos superados.

Hegel considerava ontologicamente (do grego onto + logos; parte da metafísica, que estuda o ser em geral e suas propriedades transcendentais ) a contradição (antítese) e a superação (síntese); Marx considerava historicamente como contradição de classes vinculada a certo tipo de organização social. Hegel apresentava uma filosofia que procurava demonstrar a perfeição do que existia (divinização da estrutura vigente);

Marx apresentava uma filosofia revolucionária que procurava demonstrar as contradições internas da sociedade de classes e as exigências de superação.

Ludwig Feuerbach procurou introduzir a dialética materialista, combatendo a doutrina hegeliana, que, a par de seu método revolucionário concluía por uma doutrina eminentemente conservadora. Da crítica à dialética idealista, partiu Feuerbach à crítica da Religião e da essência do cristianismo.

Feuerbach pretendia trazer a religião do céu para a Terra. Ao invés de haver Deus criado o homem à sua imagem e semelhança, foi o homem quem criou Deus à sua imagem. Seu objetivo era conservar intactos os valores morais em uma religião da humanidade, na qual o homem seria Deus para o homem.

Adotando a dialética hegeliana, Marx, rejeita, como Feuerbach, o idealismo, mas, ao contrário, não procura preservar os valores do cristianismo. Se Hegel tinha identificado, no dizer de Radbruch, o ser e o deve-ser (o Sein e o Sollen) encarando a realidade como um desenvolvimento da razão e vendo no deve-ser o aspecto determinante e no ser o aspecto determinado dessa unidade.

A dialética marxista postula que as leis do pensamento correspondem às leis da realidade. A dialética não é só pensamento: é pensamento e realidade a um só tempo. Mas, a matéria e seu conteúdo histórico ditam a dialética do marxismo: a realidade é contraditória com o pensamento dialético. A contradição dialética não é apenas contradição externa, mas unidade das contradições, identidade: "a dialética é ciência que mostra como as contradições podem ser concretamente (isto é, vir-a-ser) idênticas, como passam uma na outra, mostrando também porque a razão não deve tomar essas contradições como coisas mortas, petrificadas, mas como coisas vivas, móveis, lutando uma contra a outra em e através de sua luta." (Henri Lefebvre, Lógica formal/ Lógica dialética, trad. Carlos N. Coutinho, 1979, p. 192). Os momentos contraditórios são situados na história com sua parcela de verdade, mas também de erro; não se misturam, mas o conteúdo, considerado como unilateral é recaptado e elevado a nível superior.

Marx acusou Feuerbach, afirmando que seu humanismo e sua dialética eram estáticas: o homem de Feuerbach não tem dimensões, está fora da sociedade e da história, é pura abstração. É indispensável segundo Marx, compreender a realidade histórica em suas contradições, para tentar superá-las dialeticamente. A dialética apregoa os seguintes princípios: tudo relaciona-se (Lei da ação recíproca e da conexão universal); tudo se transforma (lei da transformação universal e do desenvolvimento incessante); as mudanças qualitativas são conseqüências de revoluções quantitativas; a contradição é interna, mas os contrários se unem num momento posterior: a luta dos contrários é o motor do pensamento e da realidade; a materialidade do mundo; a anterioridade da matéria em relação à consciência; a vida espiritual da sociedade como reflexo da vida material.

O materialismo dialético é uma constante no pensamento do marxismo-leninismo (surgido como superação do capitalismo, socialismo, ultrapassando os ensinamentos pioneiros de Feuerbach.

MATERIALISMO HISTÓRICO

 

Na teoria marxista, o materialismo histórico pretende a explicação da história das sociedades humanas, em todas as épocas, através dos fatos materiais, essencialmente econômicos e técnicos. A sociedade é comparada a um edifício no qual as fundações, a infra-estrutura, seriam representadas pelas forças econômicas, enquanto o edifício em si, a superestrutura, representaria as idéias, costumes, instituições (políticas, religiosas, jurídicas, etc). A propósito, Marx escreveu, na obra A Miséria da filosofia (1847) na qual estabelece polêmica com Proudhon:

As relações sociais são inteiramente interligadas às forças produtivas. Adquirindo novas forças produtivas, os homens modificam o seu modo de produção, a maneira de ganhar a vida, modificam todas as relações sociais. O moinho a braço vos dará a sociedade com o suserano; o moinho a vapor, a sociedade com o capitalismo industrial.

Tal afirmação, defendendo rigoroso determinismo econômico em todas as sociedades humanas, foi estabelecida por Marx e Engels dentro do permanente clima de polêmica que mantiveram com seus opositores, e atenuada com a afirmativa de que existe constante interação e interdependência entre os dois níveis que compõe a estrutura social: da mesma maneira pela qual a infra-estrutura atua sobre a superestrutura, sobre os reflexos desta, embora, em última instância, sejam os fatores econômicos as condições finalmente determinantes.

 

A LUTA DE CLASSES

 

Pretendendo caracterizar não apenas uma visão econômica da história, mas também uma visão histórica da economia, a teoria marxista também procura explicar a evolução das relações econômicas nas sociedades humanas ao longo do processo histórico. Haveria, segundo a concepção marxista, uma permanente dialética das forças entre poderosos e fracos, opressores e oprimidos, a história da humanidade seria constituída por uma permanente luta de classes, como deixa bem claro a primeira frase do primeiro capítulo d’O Manifesto Comunista:

A história de toda sociedade passado é a história da luta de classes. Classes essas que, para Engels são "os produtos das relações econômicas de sua época". Assim apesar das diversidades aparentes, escravidão, servidão e capitalismo seriam essencialmente etapas sucessivas de um processo único. A base da sociedade é a produção econômica. Sobre esta base econômica se ergue uma superestrutura, um estado e as idéias econômicas, sociais, políticas, morais, filosóficas e artísticas. Marx queria a inversão da pirâmide social, ou seja, pondo no poder a maioria, os proletários, que seria a única força capaz de destruir a sociedade capitalista e construir uma nova sociedade, socialista.

Para Marx os trabalhadores estariam dominados pela ideologia da classe dominante, ou seja, as idéias que eles têm do mundo e da sociedade seriam as mesmas idéias que a burguesia espalha. O capitalismo seria atingido por crises econômicas porque ele se tornou o impedimento para o desenvolvimento das forças produtivas. Seria um absurdo que a humanidade inteira se dedica-se a trabalhar e a produzir subordinada a um punhado de grandes empresários. A economia do futuro que associaria todos os homens e povos do planeta, só poderia ser uma produção controlada por todos os homens e povos. Para Marx, quanto mais o mundo se unifica economicamente mais ele necessita de socialismo.

Não basta existir uma crise econômica para que haja uma revolução. O que é decisivo são as ações das classes sociais que, para Marx e Engels, em todas as sociedades em que a propriedade é privada existem lutas de classes (senhores x escravos, nobres feudais x servos, burgueses x proletariados). A luta do proletariado do capitalismo não deveria se limitar à luta dos sindicatos por melhores salários e condições de vida. Ela deveria também ser a luta ideológica para que o socialismo fosse conhecido pelos trabalhadores e assumido como luta política pela tomada do poder. Neste campo, o proletariado deveria contar com uma arma fundamental, o partido político, o partido político revolucionário que tivesse uma estrutura democrática e que buscasse educar os trabalhadores e levá-los a se organizar para tomar o poder por meio de uma revolução socialista.

Marx tentou demonstrar que no capitalismo sempre haveria injustiça social, e que o único jeito de uma pessoa ficar rica e ampliar sua fortuna seria explorando os trabalhadores, ou seja, o capitalismo, de acordo com Marx é selvagem, pois o operário produz mais para o seu patrão do que o seu próprio custo para a sociedade, e o capitalismo se apresenta necessariamente como um regime econômico de exploração, sendo a mais-valia a lei fundamental do sistema.

A força vendida pelo operário ao patrão vai ser utilizada não durante 6 horas, mas durante 8, 10, 12 ou mais horas. A mais-valia é constituída pela diferença entre o preço pelo qual o empresário compra a força de trabalho (6 horas) e o preço pelo qual ele vende o resultado (10 horas por exemplo). Desse modo, quanto menor o preço pago ao operário e quanto maior a duração da jornada de trabalho, tanto maior o lucro empresarial. No capitalismo moderno, com a redução progressiva da jornada de trabalho, o lucro empresarial seria sustentado através do que se denomina mais-valia relativa (em oposição à primeira forma, chamada mais-valia absoluta), que consiste em aumentar a produtividade do trabalho, através da racionalização e aperfeiçoamento tecnológico, mas ainda assim não deixa de ser o sistema semi-escravista, pois "o operário cada vez se empobrece mais quando produz mais riquezas", o que faz com que ele "se torne uma mercadoria mais vil do que as mercadorias por ele criadas". Assim, quanto mais o mundo das coisas aumenta de valor, mais o mundo dos homens se desvaloriza. Ocorre então a alienação, já que todo trabalho é alienado, na medida em que se manifesta como produção de um objeto que é alheio ao sujeito criador. O raciocínio de Marx é muito simples: ao criar algo fora de si, o operário se nega no objeto criado. É o processo de objetificação. Por isso, o trabalho que é alienado (porque cria algo alheio ao sujeito criador) permanece alienado até que o valor nele incorporado pela força de trabalho seja apropriado integralmente pelo trabalhador. Em outras palavras, a produção representa uma negação, já que o objeto se opõe ao sujeito e o nega na medida em que o pressupõe e até o define. A apropriação do valor incorporado ao objeto graças à força de trabalho do sujeito-produtor, promove a negação da negação. Ora, se a negação é alienação, a negação da negação é a desalienação. Ou seja, a partir do momento que o sujeito-produtor dá valor ao que produziu, ele já não está mais alienado.

 

CAPITALISMO

 

Em seu sentido mais restrito, o capitalismo corresponde a acumulação de recursos financeiros (dinheiro) e materiais (prédios, máquinas, ferramentas) que têm sua origem e destinação na produção econômica. Essa definição, apesar de excessivamente técnica, é um dos poucos pontos de consenso entre os inúmeros intelectuais que refletiram sobre esse fenômeno ao longo dos últimos 150 anos. São duas as principais correntes de interpretação do capitalismo, divergindo substancialmente quanto a suas origens e conseqüências para a sociedade. A primeira foi elaborada por Marx, para quem o capitalismo é fundamentalmente causado por condições históricas e econômicas. O capitalismo para Marx é um determinado modo de produção de mercadorias (mercadorias são objetos que têm a finalidade de serem trocados e não a de serem usados) que surge especificamente durante a Idade Moderna e que chega ao seu desenvolvimento completo com as implementações tecnológicas da Revolução Industrial. A idéia marxista de modo de produção não se restringe apenas ao âmbito econômico, mas estende-se a toda relação social estabelecida a partir da vinculação da pessoa ao trabalho. Uma característica básica desse modo de produção é que nele os homens encarregados de despender os esforços físicos, que Marx chama de "força de trabalho", não são os mesmos que têm a propriedade das ferramentas e das matérias-primas (posteriormente também das máquinas), denominados "meios de produção". Esta separação proporciona outro aspecto essencial do capitalismo, que é a transformação da "força de trabalho" em uma mercadoria, que portanto pode ser levada ao mercado e trocada livremente (basta lembrar que no modo de produção escravista o objeto da troca é o escravo inteiro, e não só a sua força, enquanto que no feudalismo praticamente não havia trocas econômicas). Assim, a sociedade capitalista estaria dividida entre uma classe que é proprietária dos meios de produção e outra classe cuja única fonte de subsistência é a venda ou troca de sua "força de trabalho". Os argumentos apresentados por Marx para demonstrar a passagem do feudalismo para o capitalismo e a acentuação da divisão do trabalho são elaborados através de uma reconstrução histórica impossível de ser resumida aqui, sendo no momento suficiente apontar que ela passa pela desintegração dos laços entre senhor e servo e pela ampliação das relações comerciais (de troca), estas últimas que permitem uma acumulação inicial de riquezas (chamada por Marx de "acumulação primitiva"). A explicação alternativa foi apresentada por Weber, e enfatiza aspectos culturais que permitiram a expansão do capitalismo. Para ele, o desejo pelo acúmulo de riquezas sempre existiu nas sociedades humanas, como no Império Romano ou durante as grandes navegações, mas até meados do século XVII faltavam condições sociais que justificassem a sua perseguição ininterrupta. Para demonstrar isso ele aponta as amplamente conhecidas condenações feitas pela Igreja Católica às práticas da usura e do lucro pelos comerciantes ao longo do século XV e XVI. Se tais restrições fossem mantidas, a chamada "acumulação primitiva" não teria sido possível. A mudança ocorre com a reforma religiosa promovida por Lutero e principalmente Calvino. Segundo eles, a atividade profissional estaria associada a um dom ou vocação divina, e portanto seria da vontade de Deus que elas fossem exercidas. Assim o trabalho, que antes era visto como um mal necessário, passa a ter uma valorização positiva (v. valores ). Mais que isso, Calvino aponta o trabalho como a única forma de salvação, e a criação de riquezas pelo trabalho como um sinal de predestinação. Esses dogmas religiosos, juntamente com outros menores como a contabilidade diária, formam o fundamento de uma ética, isto é de um conjunto de normas que rege a conduta diária do fiel. Essas normas, ao se encaixarem às exigências administrativas da empresa (valorização do trabalho e busca do lucro), criam as condições necessárias para a expansão da mentalidade (ou do "espírito", como o denomina Weber) capitalista e posteriormente da sociedade industrial . Esta explicação demonstra sua consistência quando observamos o elevado estágio de desenvolvimento econômico das sociedades que abrigaram representantes da Reforma (calvinistas, metodistas, anglicanos...): a Alemanha (berço da Reforma), a Inglaterra (pátria do Anglicanismo), os Estados Unidos (destino de milhares de protestantes expulsos da Irlanda católica e outros tantos imigrantes anglicanos ingleses), e os Países Baixos.

CAPITALISMO COMERCIAL

Baseada nas trocas comerciais, cada vez mais internacionalizada, e na colonização das Américas, África e Ásia.

 

CAPITALISMO INDUSTRIAL

Enorme capacidade de transformação da natureza, por meio da utilização cada vez mais de maquinas movidas a vapor, gerando uma grande produção onde a multiplicação dos lucros era cada vez maior. Foi Karl Marx ( Pensava Alemão ) do século passado quem desvendou o mecanismo da exploração do capitalismo, que é essencial do lucro chamado de MAIS - VALIA.

 

CAPITALISMO FINANCEIRO

Umas das conseqüências mais importantes do crescimento acelerado da economia Capitalista foi brutal processo de centralização dos capitais. Várias empresas surgiram e cresceram rapidamente: Industrias, Bancos, Corretoras de Valores, Casas Comerciais e etc... A acirrada concorrência alvoreceu as grandes empresas, levando a fusões e incorporações que resultaram a partir dos fins do século XIX, na monopolização de muitos setores da economia.

 

Idéias e Pensamentos...
 

"O movimento proletário é o movimento autônomo da imensa maioria no interesse da imensa maioria."
Karl Marx e Fridrich Engels

"As idéias dominantes de uma época sempre foram as idéias da classe dominante."
Karl Marx e Fridrich Engels

"Os que no regime burguês trabalham não lucram e os que lucram não trabalham."
Karl Marx e Fridrich Engels
 

 

BIBLIOGRAFIA BÁSICA UTILIZADA:

BOTTOMORE. Tom. Dicionário do Pensamento Marxista. Ed. Zahar, Rio de Janeiro,2001

GRAMSCI, Antonio. Concepção dialética da história. Trad. Carlos Nelson Coutinho.  9 ed. Rio. Ed. Civilização            

              Brasileira, 1991.

GRUPPI, Luciano. Tudo Começou com Maquiavel - As concepções de Estado em Marx, Engels, Lênin e Gramsci, Ed.

            LPM, Porto Alegre, 1983

HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. Rio, Zahar Editores, 1983.

KONDER, Leandro. Os Marxistas e a Arte. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967

Kosik, Karel. Dialética do Concreto. Tradução de Célia Neves e Alderico Toribío, Ed. Paz e Terra, Rio, 1995.

WEFFORT, Francisco  C. Marx: política e revolução. In: Os clássicos da política. Organização Francisco C. Weffort.

             3 ed. São Paulo: Ática, 1991. v.2.

Marx, Karl. Prefácio da Contribuição à crítica da economia política. São Paulo. Ed. Martins Fontes, 1972

_____________Manifesto Comunista. São Paulo, Editora Alfa Omega ( em Obras Escolhidas ) , 1984

_____________O Capital. São Paulo, Difel, 1982.

LENIN, Vladimir. O Estado e a revolução. São Paulo, Hucitec, 1983.

 

( Utilizei  outros textos, cartilhas , manuais ,  material utilizados  nos cursos de formação dos  movimentos sociais e  sindical )

 


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